Independência feminina x pais mais presentes. Será?

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A comemoração do Dia dos Pais me fez refletir sobre um novo perfil de homem mais presente na vida dos filhos e um marido mais participativo e ajudador para a mulher. E foi essa constatação que me fez ter vontade de escrever esse texto. Será que isso é fruto da independência feminina?

O que vi nas minhas redes sociais foram posts recheados de palavras de amor, elogio e respeito escritos por pais para seus filhos e esposas e vice-versa. Claro que nesse universo nem tudo é lindo, não sou ingênua, como sei também que não existe unanimidade, mas percebo essas mudanças refletidas no meu dia-a-dia, no convívio com homens da minha família, do meu trabalho e na conversa com amigas.

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Hoje, muitos dos homens que conheço dividem praticamente todas as tarefas relacionadas aos filhos com suas esposas, como trocar fralda, cozinhar, dar banho, levar para a escola, colocar na cama, brincar, ensinar, entre tantas outras. E para mim essa mudança de comportamento aconteceu justamente porque as mulheres se tornaram independentes. Nós trabalhamos, estudamos, corremos atrás dos nossos sonhos e não temos medo de expressar nossos sentimentos e cobrar uma postura mais participativa dos maridos. Todos têm deveres e funções e mesmo as mulheres que não trabalham fora têm essa mesma postura, afinal cuidar dos filhos e da casa exige demais delas.

É tão lindo ver o meu marido tão preocupado, cuidando com tanto amor e sem medo de demonstrar seus sentimentos para a nossa filha e para quem quiser ver. Assim como os maridos das minhas amigas, que conseguem conciliar muito bem seus momentos de lazer com os amigos e com sua família, organizam viagens, passeios e surpresas que fazem a mulherada suspirar.

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Para não ficar apenas no “achismo” fui conversar com uma psicóloga e também colaborada do blog, a Talita Santos, que me ajudou muito e quero dividir com vocês. Para ela, a princípio não existe versus, e sim uma correlação entre os temas independência feminina X pais mais presentes.

Reflexões de uma super especialista

Sem dúvida a emancipação feminina foi um dos fatores (além das guerras,  mudança nas economias globais) que mudaram na dinâmica familiar e os padrões da sociedade, entre outros…  Que mudaram inclusive a forma de pensar, ser e existir tanto do homem, quanto da mulher. Podemos dizer que houve uma adaptação do instinto de preservação da espécie.  Assim como a mulher pôde (com restrições) repensar o ser mulher, o homem também teve que reformular o seu conceito de homem no mundo.

Mas o que realmente cabe nesse tema é que, pelos motivos já mencionados,  hoje a mulher tem o direito de convocar o homem para ser um pai e marido participativo. Fato que não ocorria algumas décadas atrás quando isso não era bem visto. As regras eram: às mulheres cabe cuidar da casa, do marido e dos filhos, e aos homens cabe a provisão. Mas na ausência da mulher, que está no trabalho também cuidando da provisão, quem cuida dos filhos, da roupa, quem prepara o jantar, quem ajuda na lição de casa?

A mulher se coloca em igualdade ao homem, porque também está provendo o lar, logo o homem também precisa participar das necessidades práticas do lar, como cuidado da casa e maior envolvimento na educação dos filhos. E, não menos importante, ambos precisam atender às expectativas afetivas um do outro, já que a mulher não mais está obrigada a manter-se casada exclusivamente pela provisão vinda do homem.

Muitas famílias e casais entendem e aceitam que essa dinâmica igualitária promove o equilíbrio e qualidade de vida para todos os envolvidos. É a nova forma de pensar na preservação da espécie. O jeito século 21 de ser família, de ser casal.

Portanto, vamos ser felizes e aproveitar cada segundo porque a vida passa rápido demais!

*Texto escrito com colaboração da psicóloga Talita Santos.